Aprender inglês não foi a coisa mais fácil da minha vida, mas também não foi a mais difícil. E eu garanto que essencial prá minha vida profissional!

Por volta dos meus 11 anos de idade, na quinta-série do primário (hoje, sexto ano do Ensino Fundamental), eu comecei a ter aulas de inglês. E a minha mãe também acho que era hora de eu aprender inglês mesmo e me matriculou na Cultura Inglesa (unidade da Vila Mariana, SP). Naqueles tempos, meu pai tinha um bom trabalho e um bom salário, então tudo estava bem. Mas eu ODIAVA estudar inglês!

Nas aulas da Cultura Inglesa, eu não entendia nada! Eu entrei no BASIC 1, e praticamente a turma toda vinha de níveis anteriores e já sabiam um pouco de inglês. Enquanto eles entendiam o que a professora falava (ela só falava em inglês o tempo inteiro), eu era o único que não entendia nada e ficava com a cara estarrecida de quem literalmente "não tá entendendo NADA"! Enquanto isso, as aulas de inglês no colégio eram relativamente ok, já que a professora explicava em português. Mas eu também não entendia muita coisa, mas conseguia levar "com a barriga". Mas mesmo indo ok na escola, eu falava prá minha mãe que eu não queria mais ir no curso de inglês, que eu não gostava, que eu ODIAVA inglês! E mesmo com muita insistência prá ela me tirar do curso de inglês, minha mãe, sabiamente, falou que inglês era importante e que eu tinha que continuar e pronto!

Eu me lembro de um episódio em que eu não tava conseguindo terminar a lição de casa antes de ir pro curso de inglês porque eu não sabia como usar what, where, when, which e how. Um dos meus irmãos falou: "Caramba, como você não sabe isso? Isso é o BÁSICO!". Fácil prá ele falar isso: ele já estava fazendo inglês fazia alguns anos e ele sempre foi o "irmão inteligente" entre os 4 irmãos.

Me dando mal

Depois de 3 semestres assim, aprendendo pouco, sofrendo nas aulas da Cultura Inglesa, brigando com a minha mãe e "pedindo prá sair", indo mais ou menos na escola, eu consegui convencer minha mãe e ela finalmente me tirou do curso de inglês 🎉🎉🎉. Naquela hora, foi assim que eu me senti, super feliz de ter desistido de aprender algo 🤦🏻‍♂️ e eu aprendi que esse tipo de alegria não dura muito tempo...

Eu continuei indo mais ou menos na escola, até chegar na sétima série. Lembro de um dia duas amigas começarem a falar em inglês na minha frente e eu, mais uma vez, fiquei olhando com cara de "quem não tá entendendo nada", como era corriqueiro nessas situações. Eu não fiquei pensando muito nisso, não queria ficar me achando meio burrico*. Mas esse episódio retornou a minha mente um tempo depois, quando a professora de inglês pediu prá eu ficar na sala que ela queria falar comigo 😱

Homem suando frio de tensão.

Lembro como se fosse hoje, ela vindo até a minha carteira (sempre fui da turma do fundão) enquanto todos os meus amigos saíam da sala olhando prá trás e dando risadinhas. Ela Falou que eu tinha ido mal na última prova e que eu ia ter que fazer uns exercícios extras de reforço 😶. Naquele momento, eu me senti o burrão da sala, o burrão da escola! Eu nunca fui o mais inteligente da minha turma, mas até que eu ia relativamente bem nas outras matérias (sem me esforçar muito). Só que o fato da professora me chamar no fim da aula prá me dar exercícios extras fez com que eu duvidasse das minhas habilidades, da minha inteligência... e aquilo machucou! Se as minhas amigas conseguiam falar inglês daquele jeito, por que raios eu não conseguia? Eu não podia ser tão burrico, podia??? E aquelas cenas de filmes que a professora falava pro aluno ficar no fim da aula prá conversar e dar os exercícios extras porque o aluno era meio burrico ficavam passando na minha mente enquanto a professora falava comigo. O fato é que aquele acontecimento ia mudar a minha postura diante do estudo de inglês prá sempre! E hoje eu sei que o que ficou machucado mesmo foi o meu EGO, por achar que eu era o espertão da sala e que não precisava em esforçar prá aprender.

*Depois de eu me tornar pai, eu comecei a me questionar sobre algumas expressões e linguajar que eu utilizo(ava). Burrico, burrão eu acho bem cruel de ser usado prá definir a inteligência (ou a falta dela) de uma pessoal. Mas eu decidi usar isso aqui nessa história porque foi assim mesmo que eu me senti naquele momento. E, por falta de uma expressão com a mesma força e no intuito de não utilizar eufemismos prá descrever o que se passava na minha cabeça, eu escrevi e pronto. Se a polícia do "politicamente correto" estiver de plantão e puder me ajudar com uma expressão mais apropriada, mas que tenha a mesma força, por favor, faça as honras de me corrigir!

Saquei

Depois de receber um calhamaço de exercícios da professora, eu decidi que era mais do que hora de aprender inglês de vez!!! Então eu encarei a situação com toda a seriedade necessária e, obviamente, não falei nada prá minha mãe! Ela ia, no mínimo, me dar um sermão (mais do que justo) por horas/dias/meses! Eu tinha convencido ela que eu tinha que sair da Cultura Inglesa, então era minha responsabilidade total de consertar o problema. Então, eu me preparei prá um longo final de semana de estudos.

Eu lembro de ter sentando na frente da minha escrivaninha e pensado: "Eu vou aprender isso HOJE, nem que seja na marra!" e assim foi. Eu abri o livro de inglês da escola e comecei a estudar gramática, desde o primeiro capítulo. Consultei os livros dos anos anteriores também, já que tinha muita coisa que eu não entendia. Uma vez que eu aprendi o verbo to be no presente e no passado, o resto foi tranquilo! Pela primeira vez as coisas faziam sentido! Pela primeira vez eu conseguia montar frases corretas e conscientemente! Porque eu sempre tentava escrever alguma coisa esperando que ia ser uma frase de verdade, mas sempre tava errado. Só que agora, eu tava conseguindo fazer isso consistentemente e acertando quase que sempre! Depois de ter estudado inglês a contra-gosto por quase dois anos, eu tinha pelo menos aprendido um pouco de vocabulário por "osmose", mas a gramática era o que me atrapalhava no processo de aprendizagem. Depois que eu entendi as regrinhas e detalhes dos tempos verbais, das frases positivas, negativas e interrogativas, tudo fez sentido! Aí era só estudar e memorizar vocabulário, a gramática estava "dominada". Foi aí que eu parti dos exercícios dos livros pro calhamaço de exercícios extra que a professora tinha me dado. E começar a preencher cada um deles sem ter dúvidas foi animal, eu me senti o rei da língua inglesa!

Na semana seguinte, eu entreguei os exercícios prá professora e eu acertei quase todos! Obviamente eu errei alguns, mas prá quem não sabia basicamente nada até acertar quase tudo, até que eu fui muito bem! Eu acho que a minha professora só deixou de desconfiar que alguém tinha feito os exercícios prá mim depois da próxima prova, que eu tirei uma nota bem grande (não foi 10, senão eu ia lembrar com certeza hehehe). O que eu lembro é que daí prá frente, eu comecei a ir bem em todas as provas, entendia tudo o que a professora explicava nas aulas e tudo ficou muito "fácil". Só que agora eu sabia ler e escrever em inglês... falar e entender o que era dito eram outros quinhentos, e eu ainda tinha muito o que aprender. E foi aí que a vida veio e me "puxou uma rasteira"...

Ironias da vida

Como eu disse, daquele momento em diante, inglês começou a ser bem fácil. Eu já tinha conseguido levar com a barriga por quase dois anos, agora que eu realmente SABIA a gramática pela primeira vez na vida, eu queria mais! Pela primeira vez na vida eu sentia a euforia de conseguir transpor um desafio enorme e sabia que a língua inglesa poderia me abrir portas no futuro! E foi aí que eu fui correndo prá minha mãe e falei: "Eu quero voltar a fazer inglês!!!". Isso foi no ano seguinte, quando eu estava começando a oitava série e eu só lembro da minha mãe falando: "Vixi, filho, agora a gente não consegue mais pagar o curso de inglês prá você".

O meu pai se aposentou bem cedo e ele acabou investindo as nossas reservas em alguns negócios. E infelizmente, meus pais não podiam arcar com gastos extras naquele momento. E eu não estava esperando por isso... o fato é que eu tomei um tapa na cara da vida por ter desperdiçado uma oportunidade ímpar de estudar em uma escola de inglês excelente como a Cultura Inglesa. Quando eu podia, eu não queria. Agora que eu queria, não podia.

Alanis Morissette cantando Ironic.

Demorou uns dois anos prá que meus pais tivessem condições de novo de me pagar um curso de inglês. Quando eu pude voltar prá Cultura Inglesa, eu fiz um teste e pulei vários estágios (acho que eu fui pro Upper Intermediate 2). Aproveitei enquanto pude... só 2 semestres e aí tive que parar porque as finanças ficaram apertadas de novo. Eu aprendi um pouco mais, tive novos desafios, mas ainda não era o bastante. Mas aí eu tive que me contentar com as aulas de inglês da escola, mais uma vez, até eu me formar no colegial (Ensino Médio, hoje em dia).

Vai trabalhar, malandro

O fato é que eu tinha feito uma besteira no início da minha adolescência e eu estava pagando um preço alto por esse erro. Mas eu não me entreguei e continuei estudando, mesmo que fosse só durante as duas aulas de 50 minutos na escola. Pena que eu não tinha um computador naquela época e cursos online gratuitos de inglês só apareceriam na internet muito tempo depois.

Depois de me formar e sem saber qual carreira eu iria tentar, eu decidi arranjar um trabalho ao invés de prestar vestibular. Foi no começo de 1999, no dia do meu aniversário, que eu fui até uma escola de inglês relativamente perto de casa e me inscrevi prá ser monitor de inglês e consegui o meu primeiro emprego 🎉! Sim, a língua inglesa abria então a minha primeira oportunidade profissional!

Uma das vantagens desse trabalho é que eu podia fazer os cursos avançados de inglês deles DE GRAÇA!!! E foi aí que eu consegui, enfim, "terminar"** a minha formação em inglês 😃, nada mal, héin?

Eu trabalhei nessa escola de inglês por cerca de um ano, até quando fui demitido pela primeira vez na minha vida (longa história que talvez eu conte em um post, no futuro). No segundo semestre desse mesmo ano, eu tinha começado a fazer cursinho também prá prestar vestibular no fim do ano (na USP e na UNESP) e, quando perdi o emprego, eu me concentrei no cursinho. Mas quando chegou o vestibular, eu não consegui passar 😢. Lá estava eu no começo de 2000: sem emprego, sem faculdade e sem as finanças necessárias prá considerar alguma faculdade particular 😭😭😭.

E, assim como no ano anterior, eu decidi arranjar um novo emprego. E em maio de 2000, eu consegui o meu segundo trabalho, como professor de inglês em uma escola de inglês ainda mais perto da minha casa 🎉🎉🎉! E pela segunda vez na minha vida, a língua inglesa abria mais uma porta na minha carreira profissional! Eu daria aulas para crianças e adultos durante algumas tardes e noites durante aquele ano, ao mesmo tempo que eu ia para o cursinho durante as manhãs. Eu tive que balancear meus estudos e meu trabalho como professor de inglês, o que foi uma grande lição de vida: eu já não podia passar a tarde mofando na frente da TV como eu fazia durante o colegial. E me concentrar nos estudos era muito importante porque, como eu disse antes, meus pais estavam passando por dificuldades financeiras e um casal de amigos (padrinhos de coração, na verdade) estavam me ajudando a pagar o cursinho. O gesto desse casal foi tão marcante que mudou a minha vida e é um exemplo que eu levo comigo prá sempre. Eu serei eternamente grato a eles e vou seguir o exemplo deles sempre que eu puder.

Faculdade, aqui vou eu!

Em 2001, I fui aprovado em dois dos 3 vestibulares que eu prestei e consegui escolher a faculdade que eu realmente queria fazer! A propósito, eu mandei muito bem na parte de inglês nos vestibulares 😉 e comecei a faculdade de Biociências da USP. Eu escolhi o período noturno prá poder continuar a trabalhar durante o dia (porque alguém tem que pagar as contas, né?) e continuei a dar aulas de inglês durante algumas manhãs e tardes até janeiro de 2003, quando eu pedi as contas.

Durante a faculdade, o meu conhecimento de inglês me abriu várias portas. Eu consegui trabalhos de tradução e até uns bicos de 'ator' para uma escola de inglês que fazia um acampamento durante um final de semana. Os professores eram personagens de uma grande história, o que proporcionava uma experiência de imersão muito rica para os alunos. Eu era o xerife e usava um daqueles uniformes bem característicos dos filmes americanos 😂

Xerife desenhando numa lousa eletrônica.

Saber falar inglês também me proporcionou a interação com vários pesquisadores estrangeiros que visitaram o laboratório onde eu trabalhava durante minha iniciação científica e mestrado. Um desses pesquisadores virou meu amigo e meu professor de francês! A gente conversava em inglês quando nos conhecemos, mas quando ele decidiu mudar de vez para o Brasil, nós combinamos que eu ensinaria português prá ele e ele me ensinaria francês 😉. Indiretamente, eu meu aprendizado de inglês me ajudou a aprender francês (que eu ainda preciso aprender propriamente) e espanhol (eu fiz dois semestres de um curso e aprendi a falar o suficiente prá manter uma conversa).

Entre outras vantagens, eu também consegui cursar algumas matérias com professores estrangeiros (principalmente durante meu mestrado) que lecionavam obviamente em inglês. Uma grande parte dos alunos não pôde cursar essas disciplinas por não entenderem inglês (nem precisava saber falar, prá ser sincero). Eu também pude ler um monte de documentação técnica quando eu consegui meu estágio no departamento de informática do Instituto de Biociências e, mais tarde, quando eu consegui um emprego de técnico de informática no Instituto de Matemática e Estatística (histórias que valem um post).

Londres

Dando um pulo pro futuro, em 2009, minha esposa conseguiu uma bolsa prá fazer o doutorado dela no Imperial College London. E, naquele ano, eu pedi as contas no meu trabalho de técnico de informática, terminei meu mestrado, fizemos as malas e nos mudamos para Londres em setembro! Essa é uma outra longa história, mas o ponto importante dessa mudança foi que a minha esposa me encorajou a mudar de carreira. Eu tinha ficado encantado com o Flash (sim, aquele programa de animação que o Steve Jobs matou ao escrever um artigo) depois de eu ter feito um curso de Web Design em 2002 e que me proporcionou fazer uns joguinhos de Flash entre 2008 e 2009. E como eu estava mudando prá um país novo, eu não tinha nenhum trabalho, minha esposa me encorajou a procurar um trabalho com Flash. Mas essa não era a minha primeira opção: eu tinha aplicado prá fazer um mestrado em Comunicação de Ciências no Imperial College London e tinha sido aceito, mas a mensalidade era absurda e não tinha bolsa prá quem não era cidadão da União Européia, ou seja, eu não pude nem considerar. Então, virar um desenvolvedor Flash virou a minha primeira opção 🤔

Foi então que eu comecei a estudar Flash e ActionScript em 2009 e no começo de 2010. Eu aproveitei prá estudar HTML e CSS prá ver se conseguia um trabalho nessa área também. E prá conseguir aprender, eu tive que assistir vários vídeo tutorias e ler um monte de artigos sobre como montar sites e jogos em Flash em poucos meses. Só relembrando que eu era um biólogo, mestre em Ensino de Ciências, tentando conseguir um emprego de desenvolvedor web ou desenvolvedor de jogos em Flash... em um outro país!

Man saying easy peasy lemon squeezy.

Você consegue

Eu apliquei prá tantas vagas e em 98% dos casos, ninguém nem me respondeu. Eu consegui umas duas entrevistas e, depois de vários meses trancafiado num apartamento, eu consegui um emprego de desenvolvedor web em Londres, competindo com um monte de outros concorrentes que tinham o inglês como a língua nativa 🎉🎉🎉! Aquela foi provavelmente a minha maior conquista profissional até aquele momento! E, sim, o conhecimento de inglês foi fundamental! Se eu não soubesse ler, escrever, falar e entender inglês, eu provavelmente não teria conseguido um emprego daqueles. E aquele emprego mudou a minha vida prá sempre! Eu descobri que desenvolvimento web e engenharia de software são áreas fantásticas e que me deixam motivado o tempo todo! Eu ainda gasto uma boa parte do meu tempo livre aprendendo, criando e ensinando outros desenvolvedores. E, adivinha: eu ensino eles em inglês 😉

Eu trabalhei naquela empresa por muitos anos, mesmo depois de ter voltado pro Brasil. Quando voltei, abri minha empresa aqui no Brasil e continuei trabalhando prá eles como consultor (maneira chique de falar freelancer. Em 2019, eu mudei de empresa e consegui outros dois contratos: um nos Estados Unidos e outro em Londres. E eu também entrei em uma plataforma de consultores que tinha a fluência em inglês como um pré-requisito! E agora, no começo de 2021 e consegui um novo emprego... nos Estados Unidos!

Conclusão

Bom, essa é a minha história de como aprender inglês mudou a minha vida. Não foi a única coisa que me fez chegar onde eu cheguei, mas eu garanto que uma grande parte das minhas conquistas tem tudo a ver com esse conhecimento. Meu inglês é OK hoje em dia. Eu me lembro de algumas regras gramaticais, mas a grande parte é só uma sensação se a frase está certa ou errada ao pronunciar. Eu já não preciso ficar me preocupando muito com isso (a menos que eu tenha que fazer um teste de inglês prá conseguir um visto de trabalho pelo mundo a fora) e eu fico mais tranquilo em escrever em inglês (mesmo que tenha uns erros gramaticais).

E eu gostaria de deixar claro que eu devo isso aos meus pais, em especial à minha mãe, por me forçarem a continuar estudando e por me darem a oportunidade (mesmo quando estávamos passando por dificuldades financeiras). E eu devo muito a minha professora Débora, por ter me dado exercícios extra depois de eu ter ido muito mal numa prova. Eu nunca cheguei a agradecê-la pessoalmente, apenas mentalmente, enviando boas vibrações todas as vezes que eu lembro ou conto essa história. Eu espero encontrá-la um dia e agradecê-la pessoalmente 😉

Essa foi uma longa história, mas ela precisava ser escrita. Nem que seja prá eu mesmo ler e relembrar tudo isso no futuro 😬

**Eu digo "terminar" a formação de inglês porque eu consegui um certificado. Mas meus estudos de inglês continuaram (e continuam), não formalmente em cursos, mas sempre que eu tinha alguma dúvida ou algum teste prá fazer.